quarta-feira, 15 de novembro de 2017

dos fins de semanas em pleno

a cerca de um mês e meio de terminarmos o ano - e com um balanço muito positivo relativamente a passeios e devaneios, contando mais de 8 novas cidades visitadas - vou embarcar na última escapadinha de 2017.
um fim de semana prolongado num destino provavelmente improvável, na melhor companhia e com muiiiiito frio à mistura.
como qualquer uma das minhas férias, não seriam férias sem nada para criar uma pequena agitação: nada em que uma greve dos controladores aéreos franceses a dificultar a passagem de aviões não ajude.
se tudo correr bem, volto com o coração cheio e e pronta para combater o frio :D

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

das modernices

ter quase 30 anos é do caraças.
chamem-me fatalista, mas para mim tudo o que seja depois dos 25 já implica uma dose de vida adulta superior à que eu consigo lidar.  é horários para tudo e tempo para nada, é ficar preso no trânsito e adormecer a ver um filme, é fazer listas de supermercado e marcar jantares com semanas de antecedência a ver se finalmente conseguimos reunir os amigos à volta de uma mesa.
por outro lado, é toda uma vida pouco real que nos passa pelas mãos e da qual não provamos o verdadeiro sabor.
esta nova geração, tão dependente de redes sociais e tão sozinha de afectos, que faz swipe para a direita no tinder mas não toma café com estranhos, que bebe batidos com spirulina e leite de amêndoa e faz encomendas na prozis e publica no instagram os 5km que correu à beira-mar no domingo passado, esta geração tão nossa, cada vez mais distante do que importa e mais sedenta de uma vida que não é a sua - esta nossa geração, tão sozinha, tão calada, tão vergada aos costumes modernos e ao que está supostamente in ou out, tão desligada da ficha e tão dependente de wifi como de ar para os pulmões.
às vezes panico ao pensar que deveria estar a fazer algo de mais importante com a minha vida - depois faço umas panquecas de aveia com framboesas, publico no instagram com um filtro favorável, saio para ir ao ginásio correr os meus 3km e faço mais uma publicação com o hashtag 'no pain no gain' e a sensação de inutilidade transforma-se num vazio semi-preenchido de inutilidades satisfatórias.
já disse que isto de ter quase 30 anos é do caraças?

domingo, 24 de setembro de 2017

das boas notícias

recebi ontem uma noticia tão mas tão boa e tão mas tão inesperada que estou em pulgas para poder partilhar com toda a gente. fiquei tão feliz, caramba! e nem sequer é nada que me envolva directamente, mas adoro ver os que amo felizes.
e já não chorava de felicidade há tanto tempo! once pita chorona, always pita chorona.


domingo, 6 de agosto de 2017

d'o amor é fodido

«Os anos passaram. Mas levaram-me com eles. Podiam ser como as águas, que puxam pela terra e arrancam o lixo. Mas os anos nada fizeram. Ficou tudo com eles. Até o mais pequeno pormenor. 
(...)
'' Amo-te tanto.'' Sempre essa palavra - tanto.
E a pergunta ao outro, a quem parecia tão pouco: Mas quanto?»


não o suficiente.







O Amor é Fodido, Miguel Esteves Cardoso

sexta-feira, 28 de julho de 2017

da mente sã em corpo (meio) são

Sabem aquela sensação de acordar cedinho pela manhã e querer ir correr para relaxar? Nunca tive.
Mas há que referir que de facto isto de fazer mais desporto nos últimos tempos tem contribuído para que a minha alma sossegue, a minha paciência aumente e a minha saúde melhore.
Custa levantar o rabo da cama - principalmente para quem, como eu, raramente o deita a horas normais - mas todos sabemos o bem que faz a vários os níveis.
Amanhã de manhã lá vou eu de novo - e estou de folga, agora imaginem.
Isto dos deuses me terem feito com um palminho de cara e alguma inteligência mas me terem amaldiçoado com o metabolismo mais preguiçoso do universo não está com nada.
É isso e gostar de comer. Se calhar é mais isso.


sábado, 17 de junho de 2017

dos três anos que passaram

liability
a person or thing whose presence or behaviour is likely to put one at a disadvantage.




They say, "You're a little much for me
You're a liability
You're a little much for me"
So they pull back, make other plans
I understand, I'm a liability
Get you wild, make you leave
I'm a little much for
E-a-na-na-na, everyone

They're gonna watch me
Disappear into the sun
They're gonna watch me
Disappear into the sun.

quarta-feira, 22 de março de 2017

do voltar (onde se foi feliz)

há qualquer coisa na cidade de Barcelona que me deixa sempre incrivelmente alegre.
visitei a cidade pela primeira vez em 2010, num lusco fusco de 12horas com direito a pequeno almoço, passagem pela sagrada familia, entrada no park guell, almoço, passagem pela la pedreda e batló e fim do dia nas ramblas e no hard rock da praça da catalunha.
da segunda vez, em 2012, consegui explorar a cidade até ao mar, subir a montjuic, perder-me no bairro gótico e ver cada detalhe da lindíssima batló. dizem que à terceira é de vez e sim, foi só nesta visita que entrei finalmente na sagrada família: não cometam o mesmo erro - é um dos maiores tesouros europeus inacabados e deixou-me o coração tão cheio que vou hoje trabalhar com um enorme sorriso.



nenhuma cidade se resume a um único monumento, mas conhecendo já as principais capitais europeias e mais uns quantos recantos, posso afirmar que encontrei na sagrada família os pulmões deste velho continente. e quão belo é poder inspirar tanta vida de uma vez só.



sábado, 18 de março de 2017

dos amores de infância



o novo filme é tão tão tão bom que só me apetece voltar a vê-lo vezes sem conta!
estou completamente apaixonada :)



tale as old as time
song as old as rhyme
beauty and the beast  🌹

quarta-feira, 8 de março de 2017

do que tenho ouvido em repeat


... e consequentemente não consigo parar de me rir.


dos regressos aos poemas

travo a baunilha e enrolo a lingua

sinto-te nas ausências de tudo o que persiste
em lembrar-me do silêncio
no ranger do soalho
na brisa rente ao ouvido
na calmaria da madrugada
que te entrega à minha porta.

matei-te faz já tanto tempo.

sobraram as gaivotas
de asas rentes no rio
levando e trazendo o Douro
pelos traços da cidade
para me lembrar do porquê de termos existido

já não sei sequer porque te matei
se podia simplesmente
não ter voltado nunca mais

desenrolo a língua e a baunilha regressa

(são quatro da tarde de um dia solarengo
está frio, mas não o suficiente para beber o chá
a que tento forçar-me)
perdi já conta das horas
dos traços
dos segredos
fujo tanto desta cidade por me sentir sua refém
e tu dono dela
que regresso sempre cheia de memórias
mas nunca vazia de ti.

a única certeza
que sempre carreguei
foi a de que nada nos pertence
como ponteiros destravados
de um qualquer relógio ansioso

que farei
quando as horas insistirem em passar
e eu continuar a temer?


08.03.2017
MMS