"The hummingbird is not just another bird. Its heart rate's 1,200 beats per minute. Its wings beat 80 times a second. If you was to stop their wings from beating, it would be dead in less than 10 seconds. This is no ordinary bird. This is a frickin' miracle. They slowed down their wings with moving pictures, and you know what they saw? Their wingtips are doing that. You know what the figure eight is the mathematical symbol for? Infinity. Infinity!"
yay, o que é preciso é saúde.
e amor.
e dinheiro vá.
com algum jeitinho, dinheiro suficiente para ir de férias, jantar fora, ir a concertos, comprar cenas fixes, oferecer prendas a quem gostamos e conseguir pagar as contas sem ficar pobre ao ponto de sentirmos que estamos a vender um rim em troca de um tecto,
é oficial: pobres de classe média no no século XXI são grande cena.
principalmente porque todos sabemos que o dinheiro não compra felicidade, mas ser feliz com dinheiro não traz tristeza nenhuma. aleluia, senhor!
férias.
amanhã entro em contagem decrescente para uns dias de sossego, saídas, gargalhadas, concertos, teatros, aniversários, balões de s.joão e muita muita alegria. ah e finalmente muitos passeios ao volante. #QuemAcreditaVai
Ora pois claro que ficaram espantadas, qualquer pessoa fica se eu perder 15minutinhos a resumir os últimos anos da minha vida. É que nem me façam começar...
precisava muito que me dissessem que vai ficar tudo bem, naquele tom meigo de quem realmente acredita, porque eu no fundo já sei que vai e só preciso é que acreditem por mim, por estar tão sem forças e um empurrãozinho vir mesmo a calhar.
precisava muito que a balança andasse ó-pra-trás uns quantos quilos, para voltar a caber nos trapos que tanto gosto e para a porra da autoestima não ir pelo cano abaixo, agora que não tenho quem ma eleve todos os dias.
precisava, oh se precisava, de um novo emprego, de novos colegas de trabalho, de novos desafios, de um novo ordenado.
precisava tanto que a porra do tempo andasse mais rápido que os relógios que insistem em lembrar-me de que ainda só passou um mês de dor e que muitos mais se seguirão.
precisava muito de encontrar finalmente uma porra de um carro dentro das minhas necessidades e orçamentos, precisava muito de conseguir terminar os livros que tenho pendurados para ler há anos e de deitar cá para fora as palavras tortas que me habitam sem lugar há tempo demais.
precisava, oh se precisava, de crescer para lá dos meus contornos, da minha zona de conforto, da minha sabedoria. precisava muito de uma mudança de visual, de cidade, de vida.
precisava que a vida deixasse de ser madrasta e filha da puta e que parasse de me dar lições porque no fundo não aprendemos, não é sua filha da mãe? e é tudo um jogo sádico de ganhar e perder e crescer e compreender para no fundo voltarmos ao início da corrida, ao km zero, ao começo da inocência.
precisava muito de acordar amanhã com o mesmo sorriso que me habita há já uns dias e precisava ainda mais que esse sorriso não se desvanecesse com as horas que passam e teimam em não trazer de volta tudo o que tivemos de bom.
há um ano atrás muita coisa estava diferente, mas tinha alguns desejos semelhantes e outros que entretanto já se foram... mas porra, tinha muito menos medo.
precisava muito que me dissessem que vai ficar tudo bem.
tantos arrependimentos.
tantos sonhos.
tantas memórias.
tantas lágrimas.
tantas dores.
tantos sorrisos e palavras e toques e cheiros.
somos feitos de tudo aquilo que nos escapa do controle: e é quando mais precisamos de domar as emoções, que percebemos (a muito custo) o quão dependentes somos das vontades do Universo.
faltou a minha Rootless Tree, mas concerto não é concerto se não faltar qualquer coisa que deixe no ar a esperança de voltar. e de esperança é do que todos precisamos.
obrigada, Damien.
Well we were good, when we were good
When we were not misunderstood
You helped me love, you helped me live
You helped me learn how to forgive
Didn't you?
I wish that I could say the same But when you left, you left the blame Didn't you?