''Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco''
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
das constatações #24
and when I'm down you breathe life over me
even though we're miles apart we are each other's destiny
even though we're miles apart we are each other's destiny
hoje percebi a sensibilidade que temos de ter quando pomos o pé no acelerador
e o porquê de ter de abrandar, neste momento.
percebi também que para o carro não ir abaixo, há que manter o pé na embraiagem.
lições tão simples, não é?
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
do lembrar
da primeira vez que falamos mais do que dez minutos. da primeira vez que me deitei no teu colo, meio a medo, como se o início da intimidade fosse o fim da segurança. de cozinhares para mim. de ''do you talk the talk, but do you walk the walk?'' de dançar contigo em silêncio uma música só nossa. do teu sofá. do timberlake. do teu cheiro. do teu toque. da padaria portuguesa. da forma como além de olhar, me consegues ver. das horas a conversar, sobre nada e sobre tudo, madrugada dentro. dos filmes. da beyoncé. dos 300km. de pousar a carteira no chão, para pousares a mão na minha perna. dos olhares. do sinatra. da posição para adormecer. de me enervares quando me pedes para ter calma. de hollywood. de lisboa. das francesinhas. do sushi. de nunca ter conhecido ninguém igual a ti. do minho. do rio. da velocidade. de dizeres que sou tão mais bonita ao acordar. de me mentires, assim, a gostar de mim.
e de saber, por muito tempo que passe, que me vou lembrar sempre disto, e de tanto mais que és, que somos.
e de saber, por muito tempo que passe, que me vou lembrar sempre disto, e de tanto mais que és, que somos.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
das exclusões
''ninguém gosta de ser excluído de nada''.
esta frase, dita ontem por um amigo numa circunstância de saídas de grupo e afins, ficou hoje a passear na minha cabeça o dia todo. de facto é isso mesmo: a exclusão faz-nos sentir insuficientes, não-merecedores, incapazes. faz-nos sentir que, se não nos querem por perto, a culpa é nossa.
só que, tal e qual como na situação de ontem, temos de perceber que às vezes não é: às vezes a culpa é simplesmente de as pessoas estarem presas por um cordão umbilical fictício, a um passado que já não é real, ou a uma ideia presente que nunca foi a verdadeira.
às vezes a culpa não é nossa mas simplesmente das circunstâncias que se alteram, de um horário incompatível, de gostos que passaram a diferir, de uma sms dar demasiado trabalho a escrever depois do dia de merda que passou.
o importante é sabermos distinguir a diferença: porque quando, até mesmo noutras circunstâncias, estamos a ser de facto excluídos porque não somos suficientes, é altura de percebermos se podemos fazer algo para mudar ou, caso a culpa continue a não ser nossa...talvez a situação tenha deixado de merecer o nosso tempo.
esta frase, dita ontem por um amigo numa circunstância de saídas de grupo e afins, ficou hoje a passear na minha cabeça o dia todo. de facto é isso mesmo: a exclusão faz-nos sentir insuficientes, não-merecedores, incapazes. faz-nos sentir que, se não nos querem por perto, a culpa é nossa.
só que, tal e qual como na situação de ontem, temos de perceber que às vezes não é: às vezes a culpa é simplesmente de as pessoas estarem presas por um cordão umbilical fictício, a um passado que já não é real, ou a uma ideia presente que nunca foi a verdadeira.
às vezes a culpa não é nossa mas simplesmente das circunstâncias que se alteram, de um horário incompatível, de gostos que passaram a diferir, de uma sms dar demasiado trabalho a escrever depois do dia de merda que passou.
o importante é sabermos distinguir a diferença: porque quando, até mesmo noutras circunstâncias, estamos a ser de facto excluídos porque não somos suficientes, é altura de percebermos se podemos fazer algo para mudar ou, caso a culpa continue a não ser nossa...talvez a situação tenha deixado de merecer o nosso tempo.
sábado, 30 de agosto de 2014
dos desejos tornados realidade
diz que estou de fim de semana... e que ele veio acompanhado de boas notícias.
parabéns, hon.
tu mereces. ♡
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
de volta ao trabalho
todos os anos é a mesma coisa: nunca aprendo a regressar ao trabalho depois de 15 dias de férias.
há coisas que, independentemente do tempo que passe, nunca se aprendem.
But every once in a while
I think our bodies can smile
...
And I'll see you when you get there
But I'm going on
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
de lisboa
uma semana de férias
passar tempo com os progenitores
matar saudades da melhor amiga
300km de distância - uma surpresa
e um regresso mais feliz.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
das constatações #23
You're wrong about us being on different paths.
We're not on different paths, you're my path and you're always gonna be my path.
And I know there's a million reasons why we shouldn't be together, I know that.
But I'm tired of them, I'm tired of every single one of them.
You know I gotta make a choice... and I choose you.
Peter Parker to Gwen Stacy
The Amazing SpiderMan 2
We're not on different paths, you're my path and you're always gonna be my path.
And I know there's a million reasons why we shouldn't be together, I know that.
But I'm tired of them, I'm tired of every single one of them.
You know I gotta make a choice... and I choose you.
Peter Parker to Gwen Stacy
The Amazing SpiderMan 2
quinta-feira, 24 de julho de 2014
do tempo #19
Vieste do fim do mundo
num barco vagabundo
Vieste como quem
tinha que vir para contar
histórias e verdades
vontades e carinhos
promessas e mentiras de quem
de porto em porto amar se faz
Vieste de repente
de olhar tão meigo e quente
bebeste a celebrar
a volta tua
tomaste'me em teus braços
em marinheiros laços
tocaste no meu corpo uma canção
que em vil magia me fez tua
Subiste para o quarto
de andar tão mole e farto
de beijos e de rum
a noite ardeu
cobri-me em tatuagens
dissolvi-me em viagens
com pólvora e perdões tomaste
o meu navio... que agora é teu.
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