segunda-feira, 28 de julho de 2014

das constatações #23

You're wrong about us being on different paths. 
We're not on different paths, you're my path and you're always gonna be my path. 
And I know there's a million reasons why we shouldn't be together, I know that. 
But I'm tired of them, I'm tired of every single one of them.
You know I gotta make a choice...  and I choose you.

Peter Parker to Gwen Stacy
The Amazing SpiderMan 2



quinta-feira, 24 de julho de 2014

do tempo #19






Vieste do fim do mundo
num barco vagabundo
Vieste como quem
tinha que vir para contar
histórias e verdades
vontades e carinhos
promessas e mentiras de quem
de porto em porto amar se faz

Vieste de repente
de olhar tão meigo e quente
bebeste a celebrar
a volta tua
tomaste'me em teus braços
em marinheiros laços
tocaste no meu corpo uma canção
que em vil magia me fez tua

Subiste para o quarto
de andar tão mole e farto
de beijos e de rum
a noite ardeu
cobri-me em tatuagens
dissolvi-me em viagens
com pólvora e perdões tomaste
o meu navio... que agora é teu.

sábado, 19 de julho de 2014

dos twenty something



ainda não sei o que vos dizer acerca dos 24.
para já parece-me tudo normal, dou notícias quando a ressaca passar.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

dos 24 (motivos para o dia de hoje ser um dia igual aos outros, só que melhor)

passei a meia noite rodeada por duas pessoas que amo.
ele foi a primeira pessoa a dar-me os parabéns, apesar de longe.
não choveu (ainda).
o senhor do tasco ofereceu-me um shot por ser aniversariante.
aguentei (só) dois shots de tequilla.
recebi uma chamada directamente do estrangeiro.
enfardei um cupcake de oreo.
e mais duas bolas de gelado.
deitei-me com a cabeça a andar à roda.
recebi mensagens e muito mimo via telemóvel.
escreveram-me um postal.
ouvi e dancei boa música.
acordei com uma chamada de parabéns.
sorri por me aperceber (vezes sem conta) que tenho os melhores pais do mundo.
terminei de preparar a festa de aniversário.
li fernando pessoa.
ouvi a minha banda favorita.
fiquei sozinha em casa e tive uma conversa séria com as minhas rugas.
pintei as unhas.
pensei e pensei e pensei.
e não cheguei a grandes conclusões.
interrompi uma lua de mel e interromperam-me o sono.
acabei de receber uma mensagem dele.
tenho um sorriso na cara.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

do mundo

saudade é não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos.
até já.




segunda-feira, 14 de julho de 2014

do 12:45

- Podias ter dito que querias acordar cedo...
- A culpa é tua. És demasiado confortável.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

das férias

Perder algo de que gostamos custa, pelo simples facto de que gostar é tão precioso quanto um diamante refundido na África faminta. Isto porque também todos nós andamos famintos de tanta coisa, que por vezes não sabemos sequer de que se trata.
Tenho perdido demasiadas coisas, ou por outro lado, demasiadas coisas se têm transformado na minha vida mas a vida, essa, continua na mesma.
 E essa merda do não saber o que se precisa para ser feliz e temer sempre não ser suficiente e não nos sentirmos capazes de mudar o que está mal e olharmos em volta e vermos todas as vidas a avançar e a nossa estagnada e sabermos que não podemos - mas não conseguimos evitar - descarregar em quem mais gostamos e... puf.
E depois o cliché de pensar que se é assim tão fácil perder, será que algum dia existiu? E esta merda de não fazer sentido com as palavras e não conseguir dizer o que se sente e enrolar tudo na língua e cuspir feito cascavel e criar minhocas na cabeça de quem já tem minhocas que chegue e não conseguir desdizer o que se disse e serem três da manhã e os olhos inchados e a merda do mundo lá fora que não pára de existir para me dar sossego.
Eu só queria aquele sítio mágico agora, o meu sítio preferido no mundo, que temo que passe a existir só na minha memória, por culpa do timing, esse filho da puta, culpa do medo, culpa de tudo acontecer ao mesmo tempo e eu a sentir-me tão pequena, tão insuficiente, e o amanhã que não chega a ver se o sol brilha mais um pouco, e o domingo que não chega para eu ver a felicidade deles, para acreditar mais um pouco que estes olhos inchados serão de felicidade daqui a 3 dias e que a minha vida pode mudar também.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

do agora

há coisas na humanidade que nos continuam a surpreender, por muitos anos que passem.
no fundo é essa a beleza retorcida que nos mantém vivos - o não saber ou, por outro lado, saber que não controlamos apesar de julgarmos que sabemos.
esta incerteza, este medo constante é o que põe o sangue a fervilhar, o que nos faz tomar decisões por impulso, temendo não voltar a ter oportunidade. é o que nos faz dizer um ''sa foda'' , quando fazemos algo imprudente mas que nos sabe bem cumó caraças.
o que vier depois, logo se vê, logo se resolve... e é esse factor surpresa que, apesar de monstruosamente assustador, nos mantém vivos.
realmente vivos, não apenas a sobreviver.
aquele ''vivos'' de acordar de manhã com um sorriso no rosto porque babamos a almofada ao lado da pessoa de quem gostamos. aquele ''vivos'' de quem oferece um presente e vê alguém de quem gosta a sorrir  para um simples pedaço de carinho. aquele ''vivos'' de quem apanha um comboio com destino a uma amizade que está longe. aquele ''vivos'' de quem ouve os sobrinhos a dizerem o abecedário e se interroga para onde foi o tempo.
dizia-me um cliente no outro dia a sorrir, após uma pergunta básica sobre se queria descontar os pontos que tinha acumulados no cartão fidelidade, que essa pergunta tem apenas a resposta óbvia ''sim''. e porquê? porque isto pode tudo acabar, ele pode morrer, a loja pode ir à falência, o universo pode implodir, e naquele preciso momento a única certeza que ele tinha era a de que estava a comprar aqueles livros e, se tinha um desconto, só tinha mais era que o aproveitar. sorriu, agradeceu, e foi embora com um saco cheio de livros - com a certeza de um desconto e a incerteza de os chegar a ler a todos... não fosse o universo implodir no caminho até casa.



quarta-feira, 18 de junho de 2014

da sorte

é uma grande verdade e vem relembrar-nos do quão sortudos somos 
por ainda conseguirmos sentir o que quer que seja 

(afinal de contas, é o que me resta ao fim de cada dia:
um abraço, aquele abraço apertadinho, e um sorriso de quem não precisa sequer de dizer aquilo que sente.)

sexta-feira, 13 de junho de 2014

das cartas abertas com banda sonora



late mais alto
que daqui eu não te escuto 
 


caro visitante,

para mais informações sobre a minha vida pessoal, por favor pergunte directamente.
escrutinar sobre a vida dos outros é muito feio, especialmente quando é com maldade e inveja e quando não temos porra nenhuma a ver com o assunto.
quando e se perguntar, ainda que não exista garantia de resposta, pode sempre acabar com um garfo espetado no meio dos olhos - as carteiras das mulheres andam repletas de objectos estranhos.

beijinho no ombro,
MissAtomicBomb