passei a meia noite rodeada por duas pessoas que amo.
ele foi a primeira pessoa a dar-me os parabéns, apesar de longe.
não choveu (ainda).
o senhor do tasco ofereceu-me um shot por ser aniversariante.
aguentei (só) dois shots de tequilla.
recebi uma chamada directamente do estrangeiro.
enfardei um cupcake de oreo.
e mais duas bolas de gelado.
deitei-me com a cabeça a andar à roda.
recebi mensagens e muito mimo via telemóvel.
escreveram-me um postal.
ouvi e dancei boa música.
acordei com uma chamada de parabéns.
sorri por me aperceber (vezes sem conta) que tenho os melhores pais do mundo.
terminei de preparar a festa de aniversário.
li fernando pessoa.
ouvi a minha banda favorita.
fiquei sozinha em casa e tive uma conversa séria com as minhas rugas.
pintei as unhas.
pensei e pensei e pensei.
e não cheguei a grandes conclusões.
interrompi uma lua de mel e interromperam-me o sono.
acabei de receber uma mensagem dele.
tenho um sorriso na cara.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
das férias
Perder algo de que gostamos custa, pelo simples facto de que gostar é tão precioso quanto um diamante refundido na África faminta. Isto porque também todos nós andamos famintos de tanta coisa, que por vezes não sabemos sequer de que se trata.
Tenho perdido demasiadas coisas, ou por outro lado, demasiadas coisas se têm transformado na minha vida mas a vida, essa, continua na mesma.
E essa merda do não saber o que se precisa para ser feliz e temer sempre não ser suficiente e não nos sentirmos capazes de mudar o que está mal e olharmos em volta e vermos todas as vidas a avançar e a nossa estagnada e sabermos que não podemos - mas não conseguimos evitar - descarregar em quem mais gostamos e... puf.
E depois o cliché de pensar que se é assim tão fácil perder, será que algum dia existiu? E esta merda de não fazer sentido com as palavras e não conseguir dizer o que se sente e enrolar tudo na língua e cuspir feito cascavel e criar minhocas na cabeça de quem já tem minhocas que chegue e não conseguir desdizer o que se disse e serem três da manhã e os olhos inchados e a merda do mundo lá fora que não pára de existir para me dar sossego.
Eu só queria aquele sítio mágico agora, o meu sítio preferido no mundo, que temo que passe a existir só na minha memória, por culpa do timing, esse filho da puta, culpa do medo, culpa de tudo acontecer ao mesmo tempo e eu a sentir-me tão pequena, tão insuficiente, e o amanhã que não chega a ver se o sol brilha mais um pouco, e o domingo que não chega para eu ver a felicidade deles, para acreditar mais um pouco que estes olhos inchados serão de felicidade daqui a 3 dias e que a minha vida pode mudar também.
Tenho perdido demasiadas coisas, ou por outro lado, demasiadas coisas se têm transformado na minha vida mas a vida, essa, continua na mesma.
E essa merda do não saber o que se precisa para ser feliz e temer sempre não ser suficiente e não nos sentirmos capazes de mudar o que está mal e olharmos em volta e vermos todas as vidas a avançar e a nossa estagnada e sabermos que não podemos - mas não conseguimos evitar - descarregar em quem mais gostamos e... puf.
E depois o cliché de pensar que se é assim tão fácil perder, será que algum dia existiu? E esta merda de não fazer sentido com as palavras e não conseguir dizer o que se sente e enrolar tudo na língua e cuspir feito cascavel e criar minhocas na cabeça de quem já tem minhocas que chegue e não conseguir desdizer o que se disse e serem três da manhã e os olhos inchados e a merda do mundo lá fora que não pára de existir para me dar sossego.
Eu só queria aquele sítio mágico agora, o meu sítio preferido no mundo, que temo que passe a existir só na minha memória, por culpa do timing, esse filho da puta, culpa do medo, culpa de tudo acontecer ao mesmo tempo e eu a sentir-me tão pequena, tão insuficiente, e o amanhã que não chega a ver se o sol brilha mais um pouco, e o domingo que não chega para eu ver a felicidade deles, para acreditar mais um pouco que estes olhos inchados serão de felicidade daqui a 3 dias e que a minha vida pode mudar também.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
do agora
há coisas na humanidade que nos continuam a surpreender, por muitos anos que passem.
no fundo é essa a beleza retorcida que nos mantém vivos - o não saber ou, por outro lado, saber que não controlamos apesar de julgarmos que sabemos.
esta incerteza, este medo constante é o que põe o sangue a fervilhar, o que nos faz tomar decisões por impulso, temendo não voltar a ter oportunidade. é o que nos faz dizer um ''sa foda'' , quando fazemos algo imprudente mas que nos sabe bem cumó caraças.
o que vier depois, logo se vê, logo se resolve... e é esse factor surpresa que, apesar de monstruosamente assustador, nos mantém vivos.
realmente vivos, não apenas a sobreviver.
aquele ''vivos'' de acordar de manhã com um sorriso no rosto porque babamos a almofada ao lado da pessoa de quem gostamos. aquele ''vivos'' de quem oferece um presente e vê alguém de quem gosta a sorrir para um simples pedaço de carinho. aquele ''vivos'' de quem apanha um comboio com destino a uma amizade que está longe. aquele ''vivos'' de quem ouve os sobrinhos a dizerem o abecedário e se interroga para onde foi o tempo.
dizia-me um cliente no outro dia a sorrir, após uma pergunta básica sobre se queria descontar os pontos que tinha acumulados no cartão fidelidade, que essa pergunta tem apenas a resposta óbvia ''sim''. e porquê? porque isto pode tudo acabar, ele pode morrer, a loja pode ir à falência, o universo pode implodir, e naquele preciso momento a única certeza que ele tinha era a de que estava a comprar aqueles livros e, se tinha um desconto, só tinha mais era que o aproveitar. sorriu, agradeceu, e foi embora com um saco cheio de livros - com a certeza de um desconto e a incerteza de os chegar a ler a todos... não fosse o universo implodir no caminho até casa.
no fundo é essa a beleza retorcida que nos mantém vivos - o não saber ou, por outro lado, saber que não controlamos apesar de julgarmos que sabemos.
esta incerteza, este medo constante é o que põe o sangue a fervilhar, o que nos faz tomar decisões por impulso, temendo não voltar a ter oportunidade. é o que nos faz dizer um ''sa foda'' , quando fazemos algo imprudente mas que nos sabe bem cumó caraças.
o que vier depois, logo se vê, logo se resolve... e é esse factor surpresa que, apesar de monstruosamente assustador, nos mantém vivos.
realmente vivos, não apenas a sobreviver.
aquele ''vivos'' de acordar de manhã com um sorriso no rosto porque babamos a almofada ao lado da pessoa de quem gostamos. aquele ''vivos'' de quem oferece um presente e vê alguém de quem gosta a sorrir para um simples pedaço de carinho. aquele ''vivos'' de quem apanha um comboio com destino a uma amizade que está longe. aquele ''vivos'' de quem ouve os sobrinhos a dizerem o abecedário e se interroga para onde foi o tempo.
dizia-me um cliente no outro dia a sorrir, após uma pergunta básica sobre se queria descontar os pontos que tinha acumulados no cartão fidelidade, que essa pergunta tem apenas a resposta óbvia ''sim''. e porquê? porque isto pode tudo acabar, ele pode morrer, a loja pode ir à falência, o universo pode implodir, e naquele preciso momento a única certeza que ele tinha era a de que estava a comprar aqueles livros e, se tinha um desconto, só tinha mais era que o aproveitar. sorriu, agradeceu, e foi embora com um saco cheio de livros - com a certeza de um desconto e a incerteza de os chegar a ler a todos... não fosse o universo implodir no caminho até casa.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
da sorte
é uma grande verdade e vem relembrar-nos do quão sortudos somos
por ainda conseguirmos sentir o que quer que seja
(afinal de contas, é o que me resta ao fim de cada dia:
um abraço, aquele abraço apertadinho, e um sorriso de quem não precisa sequer de dizer aquilo que sente.)
sexta-feira, 13 de junho de 2014
das cartas abertas com banda sonora
late mais alto
que daqui eu não te escuto
que daqui eu não te escuto
♪
para mais informações sobre a minha vida pessoal, por favor pergunte directamente.
escrutinar sobre a vida dos outros é muito feio, especialmente quando é com maldade e inveja e quando não temos porra nenhuma a ver com o assunto.
quando e se perguntar, ainda que não exista garantia de resposta, pode sempre acabar com um garfo espetado no meio dos olhos - as carteiras das mulheres andam repletas de objectos estranhos.
beijinho no ombro,
MissAtomicBomb
segunda-feira, 9 de junho de 2014
do tempo #18
As pessoas são naturalmente egoístas.
Ainda que se possam preocupar com os outros, é o seu umbigo que vem sempre em primeiro lugar - e, do alto dos meus 23 anos, já cheguei a uma fase de raciocínio em que não acho isso condenável mas sim compreensível.
No entanto, o limite para esse egoísmo saudável determina-se numa relação pelo poder que o amor que sentimos tem: até onde é que o bem estar de quem gostamos pode ser uma prioridade maior do que a nossa inércia, por exemplo?
Durante muito tempo estive habituada a não ser a prioridade de ninguém, a ser apenas a minha única prioridade, e gostava tanto disso que determinantemente afastava qualquer oportunidade que viesse aniquilar esse meu estado de solidão preenchida. Até que um dia dei por mim a gostar de alguém mais do que achava possível, e a ser posta de lado mais do que achava recomendável.
Esses (des)amores, essas formas de gostar que no fundo são coisa nenhuma, são a bandeira dos eternos egoístas que há muito abandonaram o egoísmo saudável para abraçarem um narcisismo repleto de incertezas e medos e fantasmas e monstros. E eu, que nunca tive medo de lutar de espada em riste, fui a minha própria heroína quando decidi não mais me contentar com essa forma de amor às migalhas.
As pessoas são naturalmente egoístas - e foi precisamente por isso que dediquei um ano a mim mesma, sem buscas, sem desesperos, focada apenas em recuperar a parte de mim que me tinha sido roubada. Agora que conheço uma forma de amor em que me sinto A prioridade, confesso que não sei sequer lidar com pequenas demonstrações de carinho, teoricamente tão simples que me deixam enternecida e a pensar onde esteve ele (onde estivemos nós?!) este tempo todo.
O que me vale é encontrar um oceano de certezas no fundo daqueles olhos - e por muito imprevisível que seja o futuro, o presente ninguém me tira.
Bring it on.
sábado, 7 de junho de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
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