quarta-feira, 18 de junho de 2014

da sorte

é uma grande verdade e vem relembrar-nos do quão sortudos somos 
por ainda conseguirmos sentir o que quer que seja 

(afinal de contas, é o que me resta ao fim de cada dia:
um abraço, aquele abraço apertadinho, e um sorriso de quem não precisa sequer de dizer aquilo que sente.)

sexta-feira, 13 de junho de 2014

das cartas abertas com banda sonora



late mais alto
que daqui eu não te escuto 
 


caro visitante,

para mais informações sobre a minha vida pessoal, por favor pergunte directamente.
escrutinar sobre a vida dos outros é muito feio, especialmente quando é com maldade e inveja e quando não temos porra nenhuma a ver com o assunto.
quando e se perguntar, ainda que não exista garantia de resposta, pode sempre acabar com um garfo espetado no meio dos olhos - as carteiras das mulheres andam repletas de objectos estranhos.

beijinho no ombro,
MissAtomicBomb


segunda-feira, 9 de junho de 2014

do tempo #18

As pessoas são naturalmente egoístas. 
Ainda que se possam preocupar com os outros, é o seu umbigo que vem sempre em primeiro lugar - e, do alto dos meus 23 anos, já cheguei a uma fase de raciocínio em que não acho isso condenável mas sim compreensível.
No entanto, o limite para esse egoísmo saudável determina-se numa relação pelo poder que o amor que sentimos tem: até onde é que o bem estar de quem gostamos pode ser uma prioridade maior do que a nossa inércia, por exemplo? 
Durante muito tempo estive habituada a não ser a prioridade de ninguém, a ser apenas a minha única prioridade, e gostava tanto disso que determinantemente afastava qualquer oportunidade que viesse aniquilar esse meu estado de solidão preenchida. Até que um dia dei por mim a gostar de alguém mais do que achava possível, e a ser posta de lado mais do que achava recomendável. 
Esses (des)amores, essas formas de gostar que no fundo são coisa nenhuma, são a bandeira dos eternos egoístas que há muito abandonaram o egoísmo saudável para abraçarem um narcisismo repleto de incertezas e medos e fantasmas e monstros. E eu, que nunca tive medo de lutar de espada em riste, fui a minha própria heroína quando decidi não mais me contentar com essa forma de amor às migalhas.
As pessoas são naturalmente egoístas - e foi precisamente por isso que dediquei um ano a mim mesma, sem buscas, sem desesperos, focada apenas em recuperar a parte de mim que me tinha sido roubada. Agora que conheço uma forma de amor em que me sinto A prioridade, confesso que não sei sequer lidar com pequenas demonstrações de carinho, teoricamente tão simples que me deixam enternecida e a pensar onde esteve ele (onde estivemos nós?!) este tempo todo.
O que me vale é encontrar um oceano de certezas no fundo daqueles olhos - e por muito imprevisível que seja o futuro, o presente ninguém me tira. 
Bring it on.



domingo, 18 de maio de 2014

terça-feira, 13 de maio de 2014

das constatações #21


de como dormir apenas 3horas costumava deixar-me rezingona
e passou a deixar-me com um sorriso parbo o dia todo



sábado, 10 de maio de 2014

do muito bom timing



aquele momento em que estamos tão habituadas a paleio de saco que quando confessamos estar doentes e nos dizem que têm a cura, a última coisa que esperamos é que de facto tenham o trabalho de nos ir comprar um medicamento.



we woke up in the kitchen saying
''how the hell did this shit happen? oh babe...''


segunda-feira, 5 de maio de 2014

dos focos positivos

Se nos concentrarmos com muita muita força, seremos sempre capazes de encontrar algo de bom em todas as pessoas. Falando particularmente no caso dos homens, ainda que um homem possa ser à partida o mais errado possível, se nos concentrarmos com muita muita força facilmente seremos capazes de encontrar nele um foco positivo, que originará e alimentará uma paixão assolapada. Ou porque tem os olhos mais doces do universo. Ou porque é mesmo inteligente e tem uma carreira brilhante. Ou porque adora o desporto que pratica fervorosamente. Ou porque tem uma adoração e respeito enormes pela mãe. Ou porque cozinha verdadeiros manjares. 
Não me levem a mal, isto são tudo coisas positivas quando contrabalançadas com outros factores decisivos: mas focarmo-nos numa única característica, ignorando tudo o resto que sabemos de antemão não valer a pena, só pelo desespero de sentir qualquer coisa a pulsar cá dentro é provavelmente das piores migalhas que podemos dar a nós mesmos. 
Por isso sim, é muito fácil encontrar algo de bom em todas as pessoas que nos faça apaixonar por elas. O mais difícil (e melhor) é conseguir, depois de conhecer todas as coisas más, apaixonarmo-nos por elas também.


terça-feira, 29 de abril de 2014

das constatações #20


antes de confiar noutra pessoa, temos de confiar em nós mesmas.
nunca há garantias: sejam duas semanas, sejam dois meses, sejam dois anos.
um homem nunca vai resolver uma situação pendente. 
um homem nunca vai dizer que quer conversar. 
se puder, vai desaparecer e deixar um mínimo de satisfações num post-it. 
cobardia, much? check.





*às vezes juro que me apetecia armar-me com uma catana e formar um exército de gajas.