quinta-feira, 10 de abril de 2014

do tempo #14

''Os desgostos de Amor são óptimos, ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa. Aliás, no que se refere ao Amor só há uma coisa melhor: os gostos de Amor. Tudo o que não é um gosto nem um desgosto, é estar ausente da vida. É mau.
Os desgostos de Amor, aliás, são mais difíceis de esquecer do que os gostos. Um gosto de Amor, que já o foi mas já não é, gastou-se. A sua memória é idêntica à duma fotografia na parede. Está morta, apesar de sabermos que já viveu. Pelo contrário, um desgosto de Amor torna-se saudade assim que nasce. É também assim que se mantém durante muito tempo, talvez até para sempre. Está vivo.
Quem se considera vítima por ter um desgosto de Amor é porque nunca teve um gosto de Amor a sério. Não faz mal. De um gosto de Amor a sério nunca desistimos. Vale a pena continuar a tentar.''



in não compreendo as mulheres

quarta-feira, 9 de abril de 2014

do tempo #13

Há histórias incríveis que habitam o nosso imaginário e, pior (melhor?) do que isso, histórias que de facto se concretizaram na vida real. Há pessoas que têm queda para todo o tipo de coisas estrambólicas, enquanto a outras está reservada a pacificidade de ser feliz. Ambas as circunstâncias não deveriam ser incompatíveis, mas nunca vi uma mulher estrambólica pacífica, nem uma moça sossegada com histórias para contar, por exemplo.


Dizia-me uma amiga no outro dia que um amor de há quatro anos se achou no direito de a desenterrar do esquecimento, para depois a fazer sentir que não era a ela que ele desejava. Ora, que grande merda. Os homens têm muitas (demasiadas!) vezes essa capacidade distorcida de nos fazerem acreditar neles, após muitos esforços, para depois nos provarem que estivemos sempre certas em duvidar desde o início. 
A mim, que já me aconteceu de tudo o que se possa imaginar – sou uma das mulheres estrambólicas da primeira categoria – ainda me falta encontrar um homem que seja sincero sem qualquer tipo de segundas intenções. Ninguém é preto no branco, honesto e resolvido a vida toda: as pessoas têm fases, são moldadas pelas circunstâncias, por paixões, ódios e desejos… e, a maioria das vezes, pelo seu ego gigantesco… Mas de tudo o que já me aconteceu, falta-me mesmo encontrar um homem sincero. Um que consiga, como me disse um grande amigo no outro dia quando falava d’O Amor, aceitar os meus defeitos em vez de os perdoar. E, mais importante do que isso, partilhar os seus defeitos comigo em vez de os esconder. 
Parece tão simples, não parece? O problema é que a maioria das vezes, estrambólicas ou pacíficas, as pessoas são maioritariamente cobardes. E isso é uma valente filha da putice.



And now all your love is wasted
So who the hell was I?

do paleio de saco #11


''só de pensar em tomar um café contigo parece que senti aquele cheiro a café que sabe tão bem logo de manhã, sabes? só tu para me pores a valorizar uma coisa que tomo todos os dias!''


hum hum, hum hum.

terça-feira, 8 de abril de 2014

d'afuq #3

aquele momento em que recebemos uma mensagem da primeira pessoa com que dormimos e quando abrimos para ver... é uma fotografia do sítio onde estivemos a primeira vez.

pelos vistos, o tempo passa e as coisas ficam.
às vezes juro que não consigo entender a candura de certas pessoas.
(talvez por a minha já estar tão corrompida)





segunda-feira, 7 de abril de 2014

do tempo #12



when you're ready, just say you're ready
when all the baggage just ain't as heavy
and the partie is over...

sábado, 5 de abril de 2014

da caça aos 'likes'

aquele momento em que nos dá vontade de eliminar elementos do sexo feminino do nosso facebook  por diariamente conspurcarem o nosso feed com alterações de foto de perfil - que por acaso são sempre as mesmas.


TIPO. 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

das constatações #17


''estarmos à espera de melhores fases para sermos 
melhores pessoas... não resulta''


às vezes penso que deveria acreditar mais no que me dizem.
depois lembro-me que o problema não é eu não acreditar - é não dizerem as coisas certas.


quinta-feira, 3 de abril de 2014

dos desafios #2

escolham um provérbio.
à primeira metade do provérbio acrescenta-se a expressão ''debaixo dos lençóis'', sendo que à segunda vamos acrescentar a expressão ''no meio das pernas''.
exemplos?

água mole em pedra dura debaixo dos lençóis, tanto bate até que fura no meio das pernas.

ou

mais vale tarde debaixo dos lençóis, do que nunca no meio das pernas.

ou ainda


diz-me com quem andas debaixo dos lençóis e dir-te-ei quem és no meio das pernas.



sim eu sei, sou uma gaja com piada.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

dos ginásios #4


lembrem-me para nunca mais ficar um mês sem lá pôr os pés, ok?
voltei na segunda-feira e ainda não consigo andar. 

do controle


muita coisa escapa do controle dos seus intervenientes: as próprias circunstâncias podem fazer de alguém honesto um mero ladrão. mas, se assim o é, será que o ladrão algum dia foi honesto?
seremos nós seres unilaterais ou uma composição estranha de azulejos quebrados, rarefeitos, compostos de forma retorcida e que dificilmente alguém conseguirá decifrar?
a sexualidade é, de facto, a nossa arma mais poderosa: uma mulher pode ter o que quiser de um homem, se o quiser. ainda assim é importante relembrar: pela boca morre o peixe. 
(finalmente um bom filme - dois filmes, aliás - sobre sexo.)




Seligman: Love is blind.
Joe: No, no, no, it's worse. Love distort things.  Or even worse, love is something you've never asked for.