sexta-feira, 21 de março de 2014

das memórias

Por muitos números que tenhamos na nossa lista de contactos do telemóvel, aposto que o comum mortal apenas utiliza com regularidade cerca de 30% dos números que lá param. 
Precisamente por isso, quando mudo de telemóvel e noto que alguns números nem estão gravados no cartão, não me dou ao trabalho de recuperar dados e chego mesmo a fazer uma reciclagem de números que não utilizo (o que depois origina um sem fim de interrogações nas habituais sms de Natal e, quiçá, de aniversário - só para manter a adrenalina.)
E foi o que aconteceu no ano passado, quando recebi uns parabéns de um número que julguei não mais ser necessário guardar. Pela escrita tive quase a certeza de quem seria e, intrigada, decidi tirar a teima. Levei como resposta um irónico ''que facada'' por não ter o número gravado e, durante meses a fio, mais umas quantas facadas de reaproximação. Lição a reter: nunca sabemos do que viremos a precisar no futuro. Convém ter uns gb extra para fazer backup de toooda a informação - ou não estivesse esse armazenamento de memórias implícito na natureza feminina. Infelizmente a minha memória já não é o que era - ou isso ou já comecei a pré-seleccionar o que vale de facto a pena e devia aprender a seguir a merda dos instintos.




quinta-feira, 20 de março de 2014

terça-feira, 18 de março de 2014

das constatações #15

'' O amor a meio termo é a pior espécie de amor que existe – e acredite que há várias –  porque, com verdade é um amor rasteiro, inseguro, que fica a meio do caminho sem que isso lhe importe, que tem muita vontade e que ama loucamente e tal, mas chegada a altura de meter as mãos ao caminho e apertar o cinto às calças, encolhe os ombros e diz “não sei”. Ser meio, não é bom. Não é, minha senhora. Nunca foi. Se algo vai a meio, pergunto-me sempre: porque não chegou ao fim? Quer exemplos?, pois aqui os tem:  

Porque raio é uma meia de leite e não o leite inteiro? Porque diacho se corre uma meia maratona se se pode correr uma maratona? O que é isso de usar o risco ao meio? Acha bem haver uma meia dose nos restaurantes? Eu não acho e, se quer que lhe diga, o amor deve ser sempre uma dose. Melhor: o amor deve ser a dose + uma bebida + café + sobremesa + um digestivo+ a conta se faz favor que tenho entrar agora às duas. E se alguém lhe está a propor isso, quero deixar claro que é também uma meia pessoa. Uma pessoa por inteiro não propõe um amor pela metade. Aliás, se houvesse um partido à séria, daqueles que expulsam militantes só por discordarem  com a linha orientadora do mesmo – os capuchos da vida – não tenha dúvidas que eu proporia à mesa, ao senhor presidente, à Assunção Esteves lá do sítio, que expulsasse liminarmente, ao tabefe se fosse preciso,   o amor a meio termo. Quer pois isto dizer que, se o homem a que se refere lhe propôs isso e também um tempo, é  quase certo que tenha uma amante há mais de dois anos em Badajoz. Lamento. ''     Fernando Alvim






d'afuq #2

um homem que vê Sex&theCity merece (alguma) consideração.
um que reconhece que a série lhe ensinou muita coisa, ainda mais.
mas um que admite que de tudo o que aprendeu, nada parece funcionar connosco...
ahahah, a sério, tirem-me deste filme. (ou série.)


domingo, 16 de março de 2014

d'afuq?

ontem a noite serviu - para além de afogar uns quantos neurónios e rir como se não houvesse amanhã - para descobrir que tudo o que eu (pensava que) sabia sobre o sexo masculino estava efectivamente errado.
tudo.
não sobra uma única liçãozinha para a estatística. nada. nicles. niente.

desde o menino com quem casei no recreio da primária tinha eu 6 anos (rodeada de miúdas histéricas que atiravam fervorosamente o arroz roubado da cozinha à socapa)  até às últimas sms que recebi hoje de manhã, passaram-se muitas histórias e lições que vi  deitadas por terra. volto cá quando conseguir formular uma teoria para o que aconteceu. ou quando aceitar, derrotista, que os homens afinal não são todos iguais.
damn.


sexta-feira, 14 de março de 2014

do paleio de saco #8

''mas tu por acaso tens ar de quem iria perceber as minhas crises existenciais! 
és das poucas pessoas a quem teria coragem de mostrar o meu dark side...''



deixa estar Batman, fica para a próxima.

quinta-feira, 13 de março de 2014

das constatações* #14

Ser gaja é uma coisa muito complicada.
Comecemos por dizer que há uma elevada percentagem da camada feminina que odeia ser chamada de gaja. Admitamos, é bastante reles - a não ser quando usado em tom irónico e superior, atribuindo-nos uma certa vagabundagem sedutora (o que acontece muiiiiiito raramente).

Infelizmente, regra geral, o termo gaja é utilizado em duas circunstâncias:
- por homens, referindo-se àquela que comeram.
- por mulheres, referindo-se áquela que um qualquer gajo comeu.

É bastante triste um vocábulo ser assim tão redutor.
Mas, de facto, ser gaja tornou-se uma coisa bastante mais complicada do que o seu redutor significado comporta - e mesmo que existam muitas mulheres que odeiem ser chamadas de gajas, todas nós passamos pelo seu redutor significado uma vez ou outra. 



*é muito bom repescar ideias antigas que ainda não passaram de moda

segunda-feira, 10 de março de 2014

das amigas [que estão longe e sempre perto]


às vezes é engraçado como alguém com quem já não falamos há algum tempo pode dizer coisas tão acertadas.
isto por que, contextualizando, a J. já não vive em Portugal desde finais de 2012 (o que me custa para caraças) e apesar das novas tecnologias e afins, nem sempre estamos tão próximas como eu gostaria. viagens praqui e para acolá, empregos, horários, famílias e férias com namorados (e a porcaria da diferença horária!)  a última vez que estive com ela já lá vai em setembro/outubro e o tempo passa a voar e nem nos apercebemos de que passamos semanas sem dar notícias.
mas depois há aqueles dias em que nos lembramos . porque no fundo nunca nos esquecemos - e temos conversas enormes sobre coisas tão fúteis como a puta da V. ou coisas tão importantes como passar a vida ao lado de alguém. e a J. , que desde 2012 partilha a vida a 100% (99%, vá) com outra pessoa, disse-me há pouco algo tão simples que me deixou realmente a pensar:


Tu não podes calcular os risco de uma relação antes de ela ter começado. 

É impossível.


Cada dia é um dia, e tu sabes disso. 


Não podes ter a certeza de que uma pessoa não te vai magoar nem tu a ela. 


E as vezes é essa incerteza que faz com que as coisas durem. 


Começas a gostar, a querer cuidar, começas a habituar-te ao mimo e também o queres 

dar. 

Tudo pode acabar no dia seguinte mas o dia seguinte é depois




às vezes é engraçado como alguém com quem já não falamos há algum tempo (e cujo discurso positivo difere de todos os outros que temos por perto e até mesmo do nosso) pode dizer coisas tão acertadas - coisas de que nos esquecemos no dia-a-dia, tão preocupados com um futuro que teima em não chegar. para o bem e para o mal, é tão simples quanto isso:
o dia seguinte é depois. :)


quarta-feira, 5 de março de 2014

do carnaval

como diz a I. e muito bem, podemos ser quem quisermos.
nunca menos do que ser cruel(la) por mais um dia.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

das lições ao sexo oposto #2


há uma coisa chamada química que é assim tipo, incontornável, sabem?
e se houve coisa que aprendi ao longo dos anos e que uso como mantra é:
quando não há química, é impossível haver física

achei por bem partilhar com o gajedo que acha que só por ser atraente pode ter as mulheres que quiser.
errrr... não.